POR QUE TANTA ANSIEDADE?

VIVA EM HARMONIA
com Aníbal Albuquerque
Fortaleza, 14 de novembro de 2016
 
Ultimamente, tenho sido procurado pelas pessoas para conversar sobre a ansiedade que sentem.
 
Esse sentimento causa mudança de emoções, sentimentos e comportamentos. Por que tantas pessoas tão ansiosas? Fico me perguntando. Sei que não estou isento desse sentimento. Também possuo os meus momentos de tristeza, mas aprendi a administrá-los, ou penso que sim, pois ultimamente me tornei uma pessoa menos ansiosa, mais equilibrada, em harmonia e com mais paz interior.
 
A primeira coisa que posso dizer é que se trata de algo natural, todos possuem em maior ou menor grau. A questão é quando ela se torna tóxica, quando não se consegue lidar com o problema ou não se percebe o que está ocorrendo. Normalmente, a ansiedade vem quando se está diante de ocorrências da vida inesperados como ameaças, fenômenos desconhecidos e também pelo excesso ou por falta de informações.
 
Quer ver um exemplo? Na empresa em que trabalho, em algumas épocas ocorrem mudanças, mas antes delas serem anunciadas é natural que a “rádio corredor”, ou seja, a rede de boatos comece a se propagar de um lado para o outro e, então, começam a circular informações de todas as ordens, as vezes infundadas, gerando uma grande ansiedade nas pessoas. Elas ficam nervosas, agitadas, angustiadas, deprimidas, doentes e sedentas por notícias. Há uma sede imensa por informações, notícias que possam tranquilizá-las. As pessoas ficam estáticas, param de produzir, desorientam-se. Há um dito popular que diz: “quem morre de véspera é peru! ”
 
Lembro que mudanças ocorreram o tempo todo em minha vida, mas tentei encarar isso com naturalidade e sempre com fé e confiança de que ocorreria o melhor para mim. Tudo depende de como se encara a situação. Precisamos entrar em contato com a realidade, encarando-a frente a frente, buscando as melhores opções possíveis, a partir de respostas que, muitas vezes, estão dentro de cada um, basta aquietar-se e ouvir a voz interior.
 
Mas percebo que a cada dia que passa é dado mais atenção e cuidado a assuntos e objetos que nos rodeiam, que estão fora de nós, tudo isso em detrimento de assuntos relacionados aos valores morais e espirituais.
 
A maior preocupação tem sido mais em ter do que em ser. Cuida-se mais do exterior, roupa, cabelo, corpo, carro, casa e outros objetos, do que do caráter, do crescimento como ser humano, dos valores éticos, dos princípios, das crenças, de amar mais a si e ao próximo, da compaixão, na integridade e, principalmente, na religiosidade.
 
Muitas vezes, quando estamos ansiosos, nervosos e nos pedem para ter calma, ficamos mais incomodados e impacientes ainda, por não saber o que fazer.
 
Deixa eu te dar uma dica que funciona comigo, que me acalma e me deixa mais sereno. Passo a encarar sob outra perspectiva a situação. Essa dica vem do livro “Os 7 Hábitos das pessoas altamente eficazes” do Stephen Covey. É sobre o “círculo da influência” e o “círculo da preocupação”.
 
Cada um possui em várias áreas da vida a capacidade de influenciar o outro em uma determinada situação, nos papeis de pai, filho, esposo, esposa, empresário, empregado, irmão, colega etc. Compreenda essa capacidade de influenciar como o seu “círculo de influência”, que terá o tamanho conforme sua capacidade de decidir de fazer ou deixar de fazer. O “círculo da preocupação” é composto pelos acontecimentos da vida, dos quais alguns conseguimos resolver por estarem dentro ou muito próximos do nosso “círculo de influência”, mas outros estão muito fora ou distantes da nossa capacidade, fazendo com que este círculo fique grande e por fora do nosso “círculo de influência”.
 
A questão toda é essa, querer atuar e agir em algo que está além da nossa capacidade. Isso nos deprime, angustia, gera ansiedade. E se ficamos muito tempo fora do nosso círculo, querendo viver dentro do “círculo de preocupação”, faz com que nos sintamos impotentes, incapazes, criando crenças de incapacidade e descrença de que podemos superar novos desafios.
 
O que fazer então?
 
Em primeiro lugar, perguntar-se: posso resolver essa situação? Adianta ficar me preocupando? Está em minha alçada, ao meu alcance? Está em meu círculo de influência? Se a resposta for NÃO, então não adianta ficar dando atenção, preocupando-se, pois está além da sua capacidade. E quando isso ocorre, não adianta ficar tentando fazer algo, gera muito desgaste, se perde muita energia.
 
Outra opção é aumentar o seu “círculo de influência”, por meio de algumas atitudes, tais como acreditar em si, adquirir o conhecimento necessário para resolver a situação, planejar quais as melhores opções, agir e demonstrar que é capaz.
 
A compreensão dessa teoria e a sua prática têm me ajudado muito. Preciso parar, analisar e compreender o que fazer nessas situações, evitando a ansiedade desnecessariamente.
 
A figura adiante demonstra o que foi dito.
 
Espero ter sido útil, pois o propósito do POR INTEIRO é que cada um de nós Viva em Harmonia!
 
Lembre-se disso!

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